Dependência e Modelos Mistos

Desenho Experimental e Análise Avançada de Dados Ecológicos

João O. Santos

ISPA

Descarregar os dados de briozoários.

Voltamos ao Primeiro Dia

peixe → tanque → tratamento

As linhas nunca foram automaticamente independentes.

Hoje

agrupamento · intercepto aleatório · medidas repetidas

Declives aleatórios ficam como extensão.

Doze Tanques

Exemplo simulado

6 controlo · 6 aquecidos · 5 peixes/tanque

Solução Simples

Agregar ao nível da unidade independente.

tank_means <- aggregate(
  growth ~ tank + treatment,
  data = tank_demo,
  FUN = mean
)

lm(growth ~ treatment, data = tank_means)

Call:
lm(formula = growth ~ treatment, data = tank_means)

Coefficients:
      (Intercept)  treatmentControlo  
           11.503             -2.425  

Funciona — Mas Comprime

5 peixes → 1 média do tanque

Perdemos informação dentro do tanque.

Manter as Linhas

m_tank <- lmer(
  growth ~ treatment + (1 | tank),
  data = tank_demo
)

O Efeito de Interesse

treatment

Continua a ser a diferença geral que já sabíamos interpretar.

O Que Varia?

intercepto do tanque

Cada tanque pode ter um nível basal diferente.

Uma Recta Por Grupo

\[ \beta_{0j}=\beta_0+b_{0j} \]

intercepto global + desvio do grupo

Declives Também Variam

\[ \beta_{1j}=\beta_1+b_{1j} \]

declive global + desvio da unidade

Extensão em R

lmer(
  metabolismo ~ temperatura +
    (temperatura | colonia),
  data = dados
)

Não É Magia

O delineamento tem de fornecer informação para estimar essa variação.

Medidas Repetidas

A mesma unidade aparece em mais de uma linha.

Às Vezes Não Sabemos

mesma unidade · IDs diferentes

Identificação falhada pode esconder a repetição.

Linhas da Mesma Unidade

Species Id Stage Unit
Burgula ID372 EARLY Burgula.ID372
Burgula ID372 LATE Burgula.ID372
Watersipora ID173 EARLY Watersipora.ID173
Watersipora ID173 LATE Watersipora.ID173

Unit: chave construída ≠ identidade biológica verificada

Briozoários

De Onde Vieram os Briozoários?

Pettersen et al. (2015)

Why Does Offspring Size Affect Performance? Integrating Metabolic Scaling With Life-History Theory

Ler o Delineamento

15 minutos · grupos de 3 ou 5

Procurem nos Métodos como foram acompanhados os organismos.

  1. Que medições pertencem ao mesmo indivíduo?
  2. Que factor é intra-unidades?
  3. O que aconteceria à incerteza se tratássemos essas linhas como independentes?

Intra- e Inter-Unidades

Species → inter-unidades

Stage → intra-unidades

O Que Se Repete?

muitas Unit na mesma Species → normal

a mesma Unit em vários Stage → dependência

O rótulo do grupo pode repetir-se. A unidade é que não pode fingir ser nova.

A Pergunta Não Mudou

A mudança entre estádios difere entre espécies?

ANOVA de Medidas Repetidas

m_rm <- aov_4(
  Log10MR ~ Species * Stage + (Stage | Unit),
  data = bryo
)

Mudança por Espécie

EARLY − LATE · taxa metabólica em log10 · IC 95%

Comparação Estimativa IC: inferior superior
Burgula -0.346 -0.374 -0.318
Watersipora -0.468 -0.519 -0.416
Diferença: Burgula − Watersipora 0.121 0.063 0.180

Negativo: EARLY < LATE

Chamadas e interpretação

Um Tanque por Tratamento?

Nenhum modelo inventa réplicas que não foram recolhidas.

Três Perguntas Outra Vez

  1. O que representa uma linha?
  2. Que linhas pertencem ao mesmo grupo?
  3. A que nível varia o preditor?

Agora: Delineamento Primeiro

15 minutos · grupos de 3 ou 5

Medidas Repetidas no R — Exercícios

Façam exercícios 5, 6 e 7.

Depois: Medidas Repetidas

20 minutos · grupos de 3 ou 5

Medidas Repetidas no R — Exercícios

Façam exercícios 3 e 4.

Explicar o Modelo

10 minutos · grupos de 3 ou 5

Escolham tanques ou briozoários e expliquem, sem usar a palavra «aleatório»:

  1. que linhas andam juntas;
  2. o que pode variar entre grupos;
  3. porque tratar todas as linhas como independentes mudaria a incerteza.

Se Precisarem de Teoria

Medidas Repetidas e Modelos Mistos

O Que Mudou?

Agora conseguimos manter as observações no nível mais fino sem fingir que todas as linhas são independentes.

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