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Desenho Experimental e Análise Avançada de Dados Ecológicos
Descarreguem os dados da qualidade da água e os dados dos manatins.
Pedimos a 12 pessoas que marquem o meio de uma linha horizontal, sem régua. Cada pessoa faz uma tentativa.
Desviamo-nos sistematicamente para algum dos lados?
Desvio da marca em relação ao verdadeiro meio, em milímetros
| Esquerda | Meio | Direita |
|---|---|---|
| \(-2\) | \(0\) | \(+2\) |
Zero já tem significado: a marca coincide com o meio.
Dados fictícios · 12 pessoas · uma marca por pessoa
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Na amostra, o desvio médio é 1 mm para a direita.
\[ H_0: \mu = 0 \qquad H_1: \mu \ne 0 \]
A média da população é zero ou há um desvio médio para algum dos lados?
Uma média amostral diferente de zero, por si só, não resolve a pergunta.
\[ \text{Dados} = \text{Modelo} + \text{Erro} \]
O modelo faz uma previsão para cada pessoa.
O resíduo é o desvio observado menos essa previsão.
Se impusermos \(H_0\), prevemos 0 mm para todas as pessoas.
\[ m_0:\quad \hat{y}_i = 0 \]
É o modelo compacto, mais simples: não estimamos nenhum parâmetro para a média.
| Pessoa | Observado | Previsto | Resíduo |
|---|---|---|---|
| 1 | -2 | 0 | -2 |
| 2 | -1 | 0 | -1 |
| 3 | 0 | 0 | 0 |
| 5 | 1 | 0 | 1 |
Se a previsão é zero, o resíduo é igual ao observado.
Em vez de fixar a média em zero, deixamo-la ser estimada pelos dados.
\[ m_1:\quad \hat{y}_i = b_0 = \overline{y} = 1 \]
É o modelo aumentado, mais complexo: acrescentámos um parâmetro, o intercepto \(b_0\).
| Pessoa | Observado | Previsto | Resíduo |
|---|---|---|---|
| 1 | -2 | 1 | -3 |
| 2 | -1 | 1 | -2 |
| 3 | 0 | 1 | -1 |
| 5 | 1 | 1 | 0 |
Alguns resíduos aumentam. Outros diminuem. E no conjunto?
Mesmas observações · outra previsão · outros resíduos
\(-2 + 2 = 0\), mas nenhum dos dois resíduos é zero.
\((-2)^2 + 2^2 = 8\): os sinais deixam de se anular.
Vamos somar os quadrados dos resíduos.
SSE: soma dos quadrados dos erros (sum of squared errors).
\[ \mathrm{SSE}_{m_0} = \sum_i (y_i - 0)^2 = 38 \]
\[ \mathrm{SSE}_{m_1} = \sum_i (y_i - \overline{y})^2 = 26 \]
\[ \mathrm{SSE}_{m_0} - \mathrm{SSE}_{m_1} = 38 - 26 = 12 \]
Estimámos um parâmetro e reduzimos a soma dos quadrados em 12 mm².
Será uma melhoria invulgar se a média da população for zero?
| \(m_0\) | \(m_1\) | |
|---|---|---|
| Parâmetros estimados | 0 | 1 |
| Graus de liberdade residuais | 12 | 11 |
Acrescentámos 1 parâmetro. No aumentado, sobram 12 − 1 = 11 graus de liberdade.
\[ F = \frac{(\mathrm{SSE}_{m_0} - \mathrm{SSE}_{m_1})/1} {\mathrm{SSE}_{m_1}/11} = \frac{12}{26/11} \approx 5.08 \]
Em cima: melhoria por parâmetro acrescentado.
Em baixo: erro que sobra por grau de liberdade.
| Res.Df | RSS | Df | Sum of Sq | F | Pr(>F) |
|---|---|---|---|---|---|
| 12 | 38 | NA | NA | NA | NA |
| 11 | 26 | 1 | 12 | 5.08 | 0.046 |
~ 0 fixa a previsão em zero; ~ 1 estima uma média comum.
RSS → o R dá este nome à nossa SSE: 38 em \(m_0\); 26 em \(m_1\)
Df → parâmetros acrescentados: 1
F → melhoria relativa ao erro residual: 5.08
Pr(>F) → área à direita do F observado, sob o compacto
Sob \(H_0\) e os pressupostos do teste, \(P(F \ge 5.08) \approx .046\).
O teste dá evidência contra uma média populacional zero. Não é a probabilidade de \(H_0\).
\[ F = t^2 \]
Testar uma média contra zero é comparar estas duas previsões.
Na água, a pergunta pode ser se o oxigénio médio difere de 8 mg/L.
| Res.Df | RSS | Df | Sum of Sq | F | Pr(>F) |
|---|---|---|---|---|---|
| 500 | 411 | NA | NA | NA | NA |
| 499 | 337 | 1 | 73 | 108 | 0 |
Subtrair 8 transforma essa pergunta num teste contra zero.
Acrescentar parâmetros a um modelo encaixado torna-o mais complexo e não piora o ajuste à amostra. A melhoria justifica essa complexidade?
heurística · não lei
Entre explicações que fazem o mesmo trabalho, preferimos a mais simples. Não porque seja verdadeira por ser simples.
| Res.Df | RSS | Df | Sum of Sq | F | Pr(>F) |
|---|---|---|---|---|---|
| 499 | 337 | NA | NA | NA | NA |
| 498 | 317 | 1 | 20.6 | 32.4 | 0 |
A redução de SSE mede quanto erro desaparece. O F compara essa melhoria, por parâmetro acrescentado, com o erro que sobra.
| Res.Df | RSS | Df | Sum of Sq | F | Pr(>F) |
|---|---|---|---|---|---|
| 499 | 337 | NA | NA | NA | NA |
| 498 | 336 | 1 | 1.21 | 1.79 | 0.182 |
Um preditor inventado também reduz um pouco o erro. A comparação avalia quão invulgar seria essa redução sob o modelo compacto.
SSE quase igual · F pequeno · p grande
Neste teste não detectámos melhoria clara ao acrescentar o preditor. Isso não demonstra ausência de associação.
| Res.Df | RSS | Df | Sum of Sq | F | Pr(>F) |
|---|---|---|---|---|---|
| 34 | 29274 | NA | NA | NA | NA |
| 33 | 3886 | 1 | 25388 | 216 | 0 |
Mais barcos a motor, mais mortes registadas. Ambas as séries crescem ao longo dos anos.
barcos ↑ · mortes ↑ · ano ↑
A comparação de modelos mostra que o preditor reduz erro. Não mostra que os barcos causem as mortes.
o compacto tem de ser um caso particular do aumentado
Comparar modelos que não se encaixam obriga a outras ferramentas.
independência · distribuição dos erros · forma da relação
A comparação herda os pressupostos dos modelos que compara.
10 minutos · pares
Para a pergunta do vosso projecto:
Primeiro, uma média estimada. Depois, preditores que mudam a previsão.