Neyman e Pearson

Filosofia da Ciência

João O. Santos

ISPA

Neyman & Pearson

Antes de servir as chávenas, que regra usaremos para decidir?

  • Alternativas explícitas
  • Regras de decisão
  • Desempenho a longo prazo

H0 Contra H1

Ausência de capacidade — ou uma capacidade que vale a pena detectar?

  • H0H_0: referência
  • H1H_1: alternativa especificada

Decisão e Erro

H0H_0 H1H_1
Não rejeitar H0H_0 decisão correcta Tipo II (β\beta)
Rejeitar H0H_0 Tipo I (α\alpha) decisão correcta

A decisão é nossa; a realidade não fica conhecida automaticamente.

α, β e Poder

  • α\alpha: rejeitar H0H_0 quando H0H_0 é verdadeira.
  • β\beta: não rejeitar H0H_0 perante uma alternativa especificada.
  • Poder: 1−β1-\beta.

Se o efeito relevante existisse, conseguiríamos detectá-lo?

Uma Curva

A capacidade de detectar um efeito varia com a magnitude e o delineamento.

Não Encontrámos

Não rejeitar H0H_0 não demonstra ausência.

Pergunta útil: que efeitos conseguiria este estudo detectar?

Fisher / N–P

Fisher Neyman–Pearson
resultado observado regra antes dos dados
valor-p α\alpha, β\beta
evidência desempenho e decisão

Projectos diferentes; problemas parcialmente sobrepostos.

p≠αp\neq\alpha

  • valor-p: calculado depois dos dados.
  • α\alpha: erro Tipo I da regra escolhida antes dos dados.

NHST

O uso corrente mistura linguagem de Fisher e de Neyman–Pearson.

  • valor-p;
  • limiar α\alpha;
  • linguagem de decisão.

E Mayo?

Depois dos dados, o teste teve uma boa oportunidade de revelar um erro relevante na afirmação?

Severidade relaciona-se com poder e erro, mas não é idêntica a nenhum deles.

Para Bayes

E se quisermos actualizar explicitamente uma crença depois de observar os dados?

Leituras

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