Desenho Experimental e Análise Avançada de Dados Ecológicos
2025-10-14
The mean is a (non-robust) measure of central tendency for quantitative variable distributions
The parameters of the normal distribution are the mean and variance/standard deviation
An area of a probability distribution is a probability
Todo o A é B
C é A
∴ C é B
A dedução é verdadeira sempre que as suas premissas forem verdadeiras e a conclusão derivar logicamente das premissas
O João é professor de estatística
O João é parvo
∴ Todos os professores de estatística são parvos
As inferências nunca são garantidas mesmo que as suas premissas sejam verdadeiras e o raciocínio lógico
Quando queremos testar se a média duma dada variável difere dum dado valor (e.g., 0 ou outro)
Se a mudança no número de elementos (i.e., \(diff = depois - antes\)) for igual a zero nao há mudança, se for positiva tivemos um aumento da população, se for negativa temos uma diminuição.
Se o pH diferir de sete então a solução não é neutra
Conseguem pensar noutros exemplos?
Como é que podemos saber se, em média, as pessoas (população) apreciam a música da Taylor Swift?
Recolhemos uma amostra representativa da população
Usamos uma escala capaz de medir a apreciação pela música da Taylor Swift
O índice vai de -5 a 5
Quanto mais elevado mais as pessoas gostam da música
Quanto mais baixo mais as pessoas desgostam da música
O centro da escala, zero, corresponderá a ser indiferente quanto à música da Taylor Swift
Se a média da população for zero, sabemos que as pessoas são indiferentes à música da Taylor (hipótese nula: H0)
Logo, se apreciarem a música a média da população não poderá ser zero (hipótese alternativa: H1)
Não temos acesso à população toda, só à nossa amostra
Vamos conhecê-la melhor (i.e., estatística descritiva e gráficos)
A grande parte dos modelos que vamos falar são casos específicos da regressão linear
Vamos então usar a linguagem da regressão linear para estudar todos os modelos
Dados = Modelo + Erro
Dados = Índice de apreciação da Taylor
Faltam os modelos e os seus erros…
Já vimos que vamos inferir a partir da comparação de modelos
Mais concretamente, vamos comparar o modelo proposto com o modelo nulo
meme
VD = Modelo + Erro
Modelo = β0 + β1 x VI
β0 = intercepto: ponto de partida/previsão quando VI é 0
β1 = declive: inclinação da recta
Erro: aquilo que o modelo não explica/prevê
Previsão na ausência do efeito esperado teoricamente
Previsão se as pessoas forem indiferentes à Taylor
Modelo mais simples sem parâmetros (β0 = 0; β1 = 0)
Previsão na presença do efeito esperado teoricamente
Neste caso o modelo proposto será a média amostral
Modelo mais complexo porque implica calcular a média
Já vimos que se somarmos diferenças com valores positivos e negativos, podemos acabar com totais próximos de zero que nos levariam a crer erradamente que não há diferenças
Os parâmetros estimados para os modelos que vamos estudar são estimados de forma a minimizar o quadrado dos erros
Mas como comparar os modelos?
Dois critérios:
Já temos os erros quadrados
Nº parâmetros modelo nulo = 0
Nº parâmetros modelo proposto (np_m1) = 1 (o intercepto)
glfator = diferença no nº de parâmetros
Mas como comparar os modelos em função dos erros e da complexidade?
Precisamos de ponderar a redução do erro em função da complexidade acrescentada
Genericamente, uma estatística de teste diz-nos o quão distantes estamos do que seria de esperar se não houvesse efeito (hipótese nula). Quanto maior o valor da estatística de tese, mais distante mais evidência temos contra a hipótese nula (a ausência de efeito).
Há várias estatísticas de teste, dependendo dos modelos
t49
F1, 49
\(F = \frac{MSR}{MSE}\)
\(MSR = \frac{SSE(m0) - SSE(m1)}{gl_{fator}}\)
\(MSE = \frac{SSE(m1)}{gl_{erro}}\)
\(MSR = \frac{SSE(m0) - SSE(m1)}{gl_{fator}} = \frac{74.75 - 58.78}{1} = \frac{15.97}{1} = 15.97\)
\(MSE = \frac{SSE(m1)}{gl_{erro}} = \frac{58.78}{49} = 1.2\)
\(F = \frac{MSR}{MSE} = \frac{15.97}{1.2} = 13.32\)
Quando reportamos o F reportamos os graus de liberdade do fator e do erro
Biologia: Fgl_fator, gl_erro = valor do F, P = valor-p
APA: F(gl_fator, gl_erro) = valor do F, p = valor-p
\(t = \frac{Estimativa}{Erro de Estimação}\)
\(t = \frac{Estatística}{Erro Padrão}\)
\(t = \frac{M}{SE}\)
Estatística: β0 = Média (o intercepto)
SE = Erro de estimativa da média da população
\(M = 0.57\)
\(SE = \frac{s'}{\sqrt{N}}\)
\(t = \frac{M}{SE} = \frac{0.57}{\frac{1.1}{\sqrt{50}}} = 3.65\)
| Decisão / Realidade | H0 verdadeira | H1 verdadeira |
|---|---|---|
| Aceitar H0 | Decisão correcta | Erro Tipo II |
| Rejeitar H0 | Erro Tipo I | Decisão correcta |
| Decisão / Realidade | Indiferentes1 | Gostam/Desgostam1 |
|---|---|---|
| Dizer que são indiferentes1 | Correcto | Erro Tipo II |
| Dizer que não são indiferentes1 | Erro Tipo I | Correcto |
Fixamos uma probabilidade tolerável de falsos positivos: alfa; α
Podemos também falar de uma probabilidade tolerável de falsos negativos: beta; β
Tradicionalmente α = .05 e β = .20
Imaginemos que as pessoas eram indiferentes à Taylor Swift
Fazíamos 100 estudos usando α = .05
Em 95 estudos aceitaríamos H0 (diríamos que eram indiferentes)
Em cinco diríamos que não eram indiferentes (falsos positivos)
Fixamos um limite para os falsos positivos que vamos tolerar, α = .05
Mas como sabemos que vamos cumprir esse limite?
Já vimos como há distribuições matematicamente definidas (normal, binomial) e cujas áreas nos dão probabilidades
Vamos agora usar a mesma lógica com os valores da estatística de teste
Já vimos as distribuições de t e F
Essas eram as distribuições de t e F, quando a hipótese nula é verdadeira (quando não há efeito; indiferença à Taylor)
Vamos decidir com base numa área dessas distribuições que dá pelo nome de valor-p
Queremos saber a probabilidade de obter o valor da estatística de teste, ou outro mais extremo, assumindo a hipótese nula
Essa probabilidade é o valor-p
Se a probabilidade de obter o nosso t ou F, se as pessoas forem indiferentes à Taylor, for inferior ou igual a alfa (e.g., 0.05), vamos rejeitar H0
Ou seja, vamos dizer que temos evidência estatísticamente significativa de que as pessoas não são indiferentes à música da Taylor
Qual a probabilidade de obter F(1, 49) = 13.32 (t(49) = 3.65), ou valores mais extremos, se as pessoas fossem neutras quanto à música da Taylor Swift
Perguntamos ao computador…
\(p = P(t \ge 3.649) + P(t \le -3.649)\)
g_t +
stat_function(fun = dt, args = list(df = 49),
xlim = c(-our_t, our_t), geom = "area", fill = "lightblue") +
stat_function(fun = dt, args = list(df = 49),
xlim = c(-5, -our_t), geom = "area", fill = "red") +
stat_function(fun = dt, args = list(df = 49),
xlim = c(our_t, 5), geom = "area", fill = "red")O nosso p é tão pequeno que nem conseguimos ver a área que representa nas distribuições do t e do F
Mas e se o nosso p fosse, p = .050
Com o p que obtivemos de facto (p < .001) sabemos que…
Se as pessoas fossem indiferentes quanto à música da Taylor Swift, seria extremamente improvável obter estes dados, p < 0.1%
Temos evidência estatísticamente significativa que as pessoas não são indiferentes à música da Taylor Swift, t(49) = 3.649, p < .001.
AKA: one-sample Student’s t-test
\(t = \frac{\bar{x} - \mu_{predicted}}{\frac{\sigma}{\sqrt{N}}}; t = \frac{M - \text{test value}}{SE}\)
\(\text{if: test value} = 0; t = \frac{Mean}{\text{standard error of the mean}}\)
\(t = \frac{Estimate}{\text{Estimation Error}}; t = \frac{Signal}{Noise}\)
Recall the SE is the SD for the sampling distribution of the mean
[1] 96.89
Call:
lm(formula = body_mass_g ~ 1, data = ds)
Residuals:
Min 1Q Median 3Q Max
-1502 -652 -152 548 2098
Coefficients:
Estimate Std. Error t value Pr(>|t|)
(Intercept) 4201.8 43.4 96.9 <2e-16 ***
---
Signif. codes: 0 '***' 0.001 '**' 0.01 '*' 0.05 '.' 0.1 ' ' 1
Residual standard error: 802 on 341 degrees of freedom
(2 observations deleted due to missingness)
That was actually a stupid comparison…
Can anyone tell me why?
Because the mean body mass will obviously differ from 0, penguins are not weightless
Import the package/s you need
Assign penguins to a variable
Create a column with the body mass in kg
Visualize the mass distribution
Test if the population mean mass differs from 4.00kg
Interpret the result
Call:
lm(formula = mass_minus_4kg ~ 1, data = ds)
Residuals:
Min 1Q Median 3Q Max
-1.502 -0.652 -0.152 0.548 2.098
Coefficients:
Estimate Std. Error t value Pr(>|t|)
(Intercept) 0.2018 0.0434 4.65 4.7e-06 ***
---
Signif. codes: 0 '***' 0.001 '**' 0.01 '*' 0.05 '.' 0.1 ' ' 1
Residual standard error: 0.802 on 341 degrees of freedom
(2 observations deleted due to missingness)
There is significant evidence that the average penguin body mass (M = 4.20, SD = 0.80) is greater than 4.00kg, t341 = 4.65, P < .001.